Campo Grande vai receber a 23ª edição do Abeta Summit de 25 a 28 de novembro de 2026 — o maior encontro de ecoturismo e turismo de aventura do Brasil. A Abeta e a Fundtur-MS organizam o evento no Centro de Convenções Arq. Rubens Gil de Camillo, com visitas técnicas ao Rio da Prata e à Boca da Onça.
Mato Grosso do Sul não é apenas cenário para o Abeta Summit — é argumento. Dos 83% das empresas de turismo do estado que trabalham com ecoturismo, a maioria vai ter um encontro de alcance nacional acontecendo no próprio estado. O segmento responde por 70,8% da receita de todo o setor de turismo de MS, segundo o Ecoar 2024, pesquisa conduzida pela Abeta com Sebrae, Embratur e Ministério do Turismo.
O que é o Abeta Summit
O Summit é o maior evento do setor de ecoturismo e turismo de aventura do Brasil, realizado pela Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura). Em sua 23ª edição, reúne empresários, gestores públicos, guias, condutores, pesquisadores, representantes de unidades de conservação, lideranças indígenas e iniciativas de base comunitária de todo o país. A programação inclui conteúdo técnico, networking, rodadas de negócios e a entrega do Prêmio Abeta Brasil.
“Campo Grande reúne todas as condições para ser a sede de um evento desta magnitude”, afirmou Bruno Wendling, presidente da Fundtur-MS. Para Lejania Malheiros, presidente da Abeta, a escolha de MS confirma o protagonismo do estado no ecoturismo nacional.
Rio da Prata e Boca da Onça como laboratório vivo
O ponto alto para quem trabalha com turismo de natureza são as visitas técnicas programadas para o Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim, e para a Boca da Onça, em Bodoquena — dois dos destinos mais exigentes do Brasil em protocolos de segurança e sustentabilidade. As visitas funcionam como estudo de caso: modelos de operação que combinam conservação, experiência do visitante e viabilidade econômica em biomas frágeis.
Para quem conhece o setor, levar líderes nacionais do ecoturismo para dentro do Rio da Prata e da Boca da Onça é uma afirmação de identidade — esses destinos não são escolhidos por acaso. São referências nacionais em operação de turismo com baixo impacto ambiental, e sua inclusão no Summit diz muito sobre onde MS quer ser reconhecido.
Campo Grande como cidade-sede de conservação
A capital do estado tem investido na imagem de cidade verde. Ao todo, 400 espécies de aves são catalogadas em sua área urbana e entorno — cerca de 20% delas migratórias — e Campo Grande acumula seis reconhecimentos consecutivos como Tree City of the World, programa da FAO e Arbor Day Foundation. Em março de 2026, a cidade sediou a CMS/COP15, Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU.
Receber o Abeta Summit é a confirmação de que Campo Grande consolida um eixo que vai da conservação urbana ao ecoturismo de ponta — e que Mato Grosso do Sul quer ser reconhecido como o estado do turismo de natureza no Brasil.
O que muda na prática
Para operadores locais, guias e gestores de destinos de MS, o Abeta Summit é uma oportunidade de participar do maior evento do setor sem sair do estado. A programação completa e credenciamento estão em abetasummit.com.br. Até lá, os destinos que receberão as visitas técnicas — Rio da Prata e Boca da Onça — seguem com operações normais.
Conheça o Rio da Prata e a Boca da Onça em Bonito–Serra da Bodoquena →
Fontes
Agência de Notícias de Mato Grosso do Sul / Fundtur-MS (14/10/2026); Abeta — Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura; pesquisa Ecoar 2024 (Sebrae, Abeta, Embratur, Ministério do Turismo).
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