Imasul fará audiência em 12 de novembro sobre retirada de vegetação em quase 7 mil hectares no Pantanal de Corumbá
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Imasul fará audiência em 12 de novembro sobre retirada de vegetação em quase 7 mil hectares no Pantanal de Corumbá

20 de outubro de 2026 3 min de leitura 1 visualizações
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O Imasul realiza em 12 de novembro, às 19h, em Corumbá, audiência pública sobre projeto da Agropecuária Cerro Alegre que prevê retirar vegetação em 6.968,25 hectares do Pantanal para formar pastagens.

A área, de cerca de 69,7 km², fica na Fazenda Anacã do Corixão II, em Corumbá, a 419 km de Campo Grande. O encontro será no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Corumbá, na rua Delamare, 1088, Centro, com transmissão ao vivo pelo canal do Imasul no YouTube.

Segundo o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), elaborado pela KW Soluções em Engenharia e Meio Ambiente, a ideia é implantar “pastagens tecnificadas” e melhorar os índices produtivos da criação de gado. O documento trata a proposta como recuperação de áreas degradadas por manejo inadequado ao longo dos anos.

Reprodução: KW Soluções

Planície inundável, campos e capões de mata

De acordo com o Rima, a propriedade está em planície sujeita a inundações sazonais, com campos, capões florestados, vazantes e ambientes brejosos. As áreas onde a vegetação seria retirada são predominantemente campestres e arbustivas, com diferentes graus de alteração humana.

O estudo afirma que o projeto não atingirá Áreas de Preservação Permanente (APPs), corpos d’água nem ambientes úmidos naturais delimitados no levantamento.

Impactos previstos e medidas propostas

A matriz de impactos do próprio Rima prevê perda de espécies vegetais, redução e fragmentação de habitats da fauna, maior suscetibilidade à erosão e perda da camada superficial do solo. O documento também cita possíveis alterações no escoamento da água da chuva, na qualidade das águas superficiais e assoreamento de cursos d’água.

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Entre as medidas listadas estão o acompanhamento técnico da supressão e a delimitação das áreas protegidas, o controle da erosão, o monitoramento dos recursos hídricos e a coleta de sementes e mudas de vegetação nativa. Para a fauna, o estudo prevê monitoramento antes, durante e depois da retirada, com biólogos, afugentamento orientado e resgate de animais vulneráveis. Há ainda previsão de prevenção e combate a incêndios, gestão de resíduos e acompanhamento de emissões de gases de efeito estufa.

A conclusão do estudo é que o projeto tem “viabilidade ambiental”, desde que sejam cumpridas as orientações técnicas e as medidas propostas.

Acompanhe a sessão

A audiência não decide o licenciamento, que é de responsabilidade do Imasul. Na sessão, o público pode tirar dúvidas e apresentar críticas, opiniões e sugestões, que servem de subsídio à avaliação ambiental. Quem quiser acompanhar sem ir a Corumbá pode assistir pela transmissão no YouTube. Até a publicação desta matéria, não havia posicionamento da empresa, do Imasul nem de entidades ambientais.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato

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