Bonito CineSur 2026: Gianecchini abre o festival, Bruno Gagliasso estreia filme e João Moreira Salles dá aula magna
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Bonito CineSur 2026: Gianecchini abre o festival, Bruno Gagliasso estreia filme e João Moreira Salles dá aula magna

02 de julho de 2026 5 min de leitura 2 visualizações

4ª edição do Festival de Cinema Sul-Americano de Bonito acontece de 24 de julho a 1º de agosto, com 32 filmes em competição, programação totalmente gratuita e homenagem à atriz chilena Paulina García, vencedora do Festival de Berlim

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Bonito já provou que sabe receber o mundo pelas águas cristalinas dos seus rios. Agora, pela quarta vez, a cidade prova que também sabe receber o melhor do cinema sul-americano.

O Bonito CineSur, Festival de Cinema Sul-Americano de Bonito, chega à sua quarta edição em 2026 consolidado como o principal palco de integração, exibição e debate audiovisual do continente. E a programação deste ano é a mais robusta da história do evento.

Entre os dias 24 de julho e 1º de agosto, Bonito receberá uma maratona de exibições, pré-estreias, homenagens, debates e atividades formativas que colocam em evidência a produção audiovisual do continente. Tudo com entrada gratuita para o público.

A abertura: Gianecchini no Auditório Kadiwéu

Reprodução: Bonito CineSur

A cerimônia de abertura acontece no dia 24 de julho, a partir das 19h30, no Auditório Kadiwéu do Centro de Convenções de Bonito, com apresentação do ator Reynaldo Gianecchini e exibição do filme Querido Trópico, da diretora panamenha Ana Endara Mislov.

Coproduzido por Panamá e Colômbia, o filme acompanha a relação entre Mercedes, uma mulher de meia-idade com demência, e Ana María, uma imigrante colombiana. A escolha do longa para abrir o festival é também um gesto simbólico: o CineSur sempre privilegiou histórias que falam de fronteiras, identidades e encontros — e Querido Trópico é exatamente isso.

Consolidado como o principal palco de integração, exibição e debate audiovisual do continente, o Bonito CineSur ocorre em um dos destinos de ecoturismo mais deslumbrantes do Brasil, unindo ecoturismo, cultura, meio ambiente e desenvolvimento em uma programação vibrante e gratuita.

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Bruno Gagliasso estreia “Honestino” no dia seguinte

Em 25 de julho, a partir das 20h, acontece a pré-estreia do filme “Honestino“, de Aurélio Michiles, apresentado tanto pelo diretor quanto pelo ator Bruno Gagliasso no Auditório Kadiwéu. O longa traz a história de Honestino Guimarães, líder estudantil morto pela ditadura militar brasileira, um tema que o CineSur abraça com a seriedade que merece.

João Moreira Salles e o documentário que para o tempo

Há ainda a sessão especial do documentário “Minha Terra Estrangeira“, contando com a presença de João Moreira Salles e Louise Botkay. Salles também vai ministrar a aula magna “O Problema do Documentário” em 29 de julho, a partir das 14h30, na Sala Glauce Rocha.

Para quem acompanha o cinema brasileiro, a presença de Moreira Salles — um dos maiores documentaristas do país, realizador de “Santiago” e “No Intenso Agora” — é um dos momentos mais aguardados da programação.

A homenageada: Paulina García, Urso de Prata em Berlim

A grande homenageada desta edição é a atriz chilena Paulina García. Vencedora do Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim por “Gloria“, García estará presente na programação do CineSur 2026.

A homenagem segue a tradição do festival de celebrar artistas que representam o melhor da cinematografia sul-americana — e a escolha de uma atriz chilena reforça o compromisso do evento com a integração continental.

32 filmes em competição

Ao todo, o Bonito CineSur exibirá 32 filmes em competição, divididos entre mostras de longas e curtas sul-americanos, produções ambientais e obras realizadas em Mato Grosso do Sul.

Entre os longas sul-americanos em competição estão: o brasileiro “A Vida de Cada Um“, de Murilo Salles; “El Hombre de la Luz” (Venezuela/Colômbia); “Hijo Mayor” (Argentina/França); “La Noche Está Marchándose Ya” (Argentina); “Naira” (Peru); e “¿Quién Mató a Narciso?“, novo filme do paraguaio Marcelo Martinessi.

A competição de curtas reúne produções do Brasil, Argentina, Chile e Colômbia, com narrativas que exploram temas como juventude, memória, identidade, migração e violência histórica.

A relação entre cinema e natureza é um dos pilares históricos do CineSur — e continua central nesta edição. A mostra competitiva ambiental apresenta longas e curtas que discutem mudanças climáticas, preservação de territórios, povos originários, contaminação da água e conflitos socioambientais. Para um festival realizado em Bonito, no coração do Mato Grosso do Sul, essa escolha é quase uma declaração de princípios.

Entrada gratuita para todo o público

Um detalhe que faz o CineSur diferente de boa parte dos festivais de cinema do Brasil: o evento é aberto à população e tem entrada totalmente gratuita. Isso significa que qualquer pessoa que esteja em Bonito entre 24 de julho e 1º de agosto pode assistir a filmes sul-americanos inéditos, participar de debates com diretores e atores e acompanhar cerimônias com convidados de projeção nacional — sem pagar nada.

Para quem planeja uma viagem a Bonito nesse período, o festival é um bônus e tanto. Além das flutuações, trilhas e da Serra da Bodoquena, a cidade vai oferecer durante nove dias uma programação cultural de alto nível, ao ar livre e de graça.

Por que o CineSur importa para MS

Festivais de cinema costumam ficar nas capitais. O Bonito CineSur é uma das exceções mais bonitas que existem: um festival de nível internacional, realizado numa cidade de 22 mil habitantes, que já virou referência no circuito audiovisual sul-americano.

Mais do que trazer celebridades para posar em frente às cachoeiras, o CineSur constrói algo mais duradouro — uma ponte entre Mato Grosso do Sul e o restante do continente, usando o cinema como linguagem comum. E faz isso de graça, para todo mundo.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato
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