O MPMS abriu procedimento para apurar denúncia de desmatamento com maquinário pesado em área a 16 km de Bonito, na região do rio Formoso, perto de um atrativo turístico.
O procedimento administrativo foi publicado na edição de quinta-feira (22) do Diário Oficial do MPMS e é conduzido pelo promotor Felipe Blos Orsi, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Bonito. A denúncia trata de supressão de vegetação nativa e derrubada de árvores. O proprietário da área ainda não foi identificado.
O que a Promotoria pediu ao Imasul

O pedido de vistoria ao Imasul foi feito em 25 de setembro. A Promotoria requisitou laudo técnico com fotografias e relatório de constatação ambiental, mapeamento georreferenciado da área degradada, estimativa do desmatamento em hectares e verificação de licenciamento ou autorização de supressão.
Também foi solicitada a identificação de possíveis Áreas de Preservação Permanente, como recursos hídricos, nascentes e encostas, além de imagens de satélite que mostrem a evolução da cobertura vegetal. Os dados do CAR (Cadastro Ambiental Rural) devem indicar o dono da área.
Lavoura avança na capital do ecoturismo
Segundo a reportagem de origem, Bonito, principal cidade turística do estado, tem registrado aumento da conversão do uso do solo, com áreas antes ocupadas por pecuária passando a lavoura de soja e milho. Como o ecoturismo da Serra da Bodoquena depende de rios de água cristalina, a preservação de nascentes e da vegetação de entorno é parte do que sustenta os atrativos.
O que muda na prática
Por ora é apenas apuração: não há conclusão sobre irregularidade. Dependendo do laudo do Imasul, a área pode ser embargada e o responsável autuado ou obrigado a recuperar a vegetação; se houver autorização de supressão, o caso pode ser arquivado.
Fontes
Campo Grande News, 22/10/2026, com base em publicação no Diário Oficial do MPMS.
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