Onde e como vai funcionar
Os municípios cobertos são Naviraí, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Jateí, Glória de Dourados, Itaquiraí, Batayporã, Taquarussu, Mundo Novo, Bataguassu e Cassilândia — um recorte que cobre o Cone Sul e parte do Bolsão, regiões com histórico de pressão sobre a fauna silvestre pelo desmatamento do Cerrado e da Mata Atlântica de interior.
A operação combina barreiras fixas e móveis, inspeções em estradas, abordagens de veículos, monitoramento de áreas de nidificação e fiscalização em propriedades rurais. A intenção declarada é tanto interromper o tráfico em flagrante quanto reforçar a presença do Estado em áreas que ficam fora do radar da fiscalização rotineira.
Por que o período de reprodução é crítico
Entre agosto e outubro, muitas espécies de aves nativas do Cerrado e da Mata Atlântica estão nidificando ou cuidando de filhotes recém-nascidos. É o momento em que traficantes buscam filhotes para vender no mercado ilegal — animais jovens são mais fáceis de docilizar e têm valor de revenda mais alto do que adultos capturados.
No MS, as espécies mais frequentemente apreendidas incluem calopsitas, curiós, canários-da-terra, papagaios e araras — parte delas presentes em biomas que estão em contração acelerada no estado. A fiscalização durante a reprodução protege não só o indivíduo capturado, mas toda a ninhada.
O que muda na prática
Para os moradores da região, a operação significa mais abordagens em rodovias e mais presença policial em áreas rurais. Quem mantiver aves silvestres sem documentação corre risco de apreensão e autuação.
Denúncia anônima — PMA/MS
- Telefone: 0800 647 7174 (ligação gratuita)
- Vigência da operação: 30 de agosto a 30 de outubro de 2026
- Municípios cobertos: Naviraí, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Jateí, Glória de Dourados, Itaquiraí, Batayporã, Taquarussu, Mundo Novo, Bataguassu e Cassilândia
- Responsável: 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental de MS
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