Serra do Amolar: o gargalo de pedra que segura a água e abriga a fauna do Pantanal
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Serra do Amolar: o gargalo de pedra que segura a água e abriga a fauna do Pantanal

21 de outubro de 2026 3 min de leitura 2 visualizações
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O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) divulgou em 20/10 análise sobre a Serra do Amolar, cadeia de cerca de 80 km entre Corumbá (MS) e Cáceres (MT) que regula a água e abriga a fauna do Pantanal.

A serra fica junto à fronteira com a Bolívia e marca a passagem da planície alagável para um relevo de morros no Pantanal oeste. Para quem vive no nosso bioma, ela é mais do que paisagem: é um dos pontos que definem para onde a água vai e onde os bichos encontram refúgio.

O gargalo que segura a água do rio Paraguai

O eixo de drenagem da região é o rio Paraguai. No chamado Gargalo do Amolar, um estrangulamento natural, as formações rochosas diminuem a velocidade da água na superfície e favorecem o acúmulo nas baías e lagoas ao norte, como Gaíva, Uberaba e Mandioré. Segundo o IHP, é esse efeito que ajuda a regular o fluxo hídrico da região.

Ariranha, tamanduá-bandeira e arara-azul no mesmo cenário

A variação de ambientes sustenta fauna diversa. A ariranha (Pteronura brasiliensis) ocupa matas de galeria e corpos d’água; o tamanduá-bandeira, o macaco-prego e o zogue-zogue aparecem nas áreas mais altas e nas cordilheiras; o cervo-do-pantanal usa os alagados vizinhos. O manduvi, árvore cujas cavidades servem de ninho para a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus), também é citado como peça-chave.

Uma rede de áreas protegidas, do lado brasileiro ao boliviano

A serra faz limite com o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, em Poconé (MT), e reúne RPPNs como Acurizal-Penha, Rumo Oeste, Dorochê e Engenheiro Eliezer Batista. Desde 2008, o IHP lidera a Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar (Rede Amolar), que congrega sociedade civil, proprietários, poder público, pesquisadores e comunidades locais.

Do outro lado da fronteira, o IHP destaca a Área Natural de Manejo Integrado San Matías, na Bolívia, com cerca de 2,9 milhões de hectares que combinam Pantanal, Cerrado e Floresta Seca Chiquitana.

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O que muda na prática

O IHP aponta secas extremas mais frequentes e risco de incêndio como as principais ameaças, e argumenta que conservar a conectividade entre essas áreas é decisivo para a estabilidade do Pantanal. Na prática, isso reforça a importância de proteger corredores, manter o monitoramento e fortalecer a atuação em rede entre Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Bolívia. O texto não traz dados numéricos sobre seca ou fogo.

Fontes

Instituto Homem Pantaneiro (assessoria de imprensa), texto “Conectividade e conservação: o papel estratégico da Serra do Amolar no Pantanal”, publicado em 20/10/2026, originalmente no blog da Log Nature, com apoio do programa de incentivo a projetos de conservação 2026 da empresa.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato

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