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Macacos não são reservatórios de febre amarela

Vivemos há um tempo um desastre ambiental, envolvendo uma dúvida, mas já adiantamos o fato de que macacos não são reservatórios de febre amarela.

A febre amarela e os macacos voltaram à pauta em 2017, com a intensa circulação do vírus da febre amarela.

A situação foi mais preocupante nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, mas há registros também em São Paulo, Bahia, Goiás e no nosso Mato Grosso do Sul.

Diante das ocorrências desses casos da doença e por macacos encontrados mortos por estarem contaminados, muitas pessoas estão se questionando se os macacos transmitem febre amarela.

Será mesmo?

Macacos não são reservatórios de febre amarela - Aquele Mato

Suspeita de macacos com febre amarela causa ataques aos animais

Primeiramente, vamos esclarecer que existem dois tipos de febre amarela, a silvestre e a urbana.

O vírus é o mesmo e ambas são transmitidas por mosquitos.

No entanto, a diferença é exatamente os tipos de mosquitos transmissores.

Na febre amarela urbana, o vírus é transmitido ao homem pelo Aedes aegypti.

Já a febre amarela silvestre pode ocorrer em humanos quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.

No caso, a transmissão se dá pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

Os macacos são os hospedeiros, não transmissores.

Dito isso, percebemos que o macaco se torna um aliado no combate à epidemia, sendo um sinalizador de alerta.

Já que sua morte em razão da doença indica o risco de febre amarela naquela região.

Porém, quando ocorreram as primeiras notícias de febre amarela, vimos bugios com ferimentos, aparentemente causados por homens, serem encaminhados a um zoológico no Rio Grande do Sul.

A suspeita foi de que moradores da região agrediram os animais após a precipitada relação feita entre os macacos e a doença.

Se mais macacos fossem encontrados agredidos, era preciso em contato com a Secretaria de Meio Ambiente do seu estado.

Aqui em MS, esse trabalho é feito pela Semade https://www.semade.ms.gov.br/

Agredir ou matar macacos é crime ambiental!

A lei nº 9605/98 estabelece detenção de seis meses a um ano a quem matar, caçar ou utilizar espécies da fauna silvestre sem licença ou autorização.

Em espécies ameaçadas de extinção (como é o caso do bugio, o macaco-prego-de-crista e o muriqui do sul e do norte), a pena é aumentada em 50%.

Os macacos não são reservatórios da doença.

Por isso, cuide-se tomando a vacina contra febre amarela e ajude no controle, preservando os habitats naturais dos animais silvestres.

Um grupo de pesquisadores e colaboradores mantêm as informações atualizadas sobre esse tema na página do Facebook Protetores dos Anjos, em referência ao papel que esses primatas exercem nas regiões afetadas pela doença https://goo.gl/EwD4xJ

Novamente, preservar e proteger segue sendo nossa mensagem final.


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