Gado volta a agonizar nas margens do Taquari em área de mortes em massa
Política Ambiental

Gado volta a agonizar nas margens do Taquari em área de mortes em massa

06 de setembro de 2026 2 min de leitura 4 visualizações

Reincidência de negligência e seca no Pantanal expõe o sofrimento animal, degrada a bacia hidrográfica e ameaça o turismo na região de Coxim.

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Um cenário doloroso e conhecido voltou a se repetir nas margens do rio Taquari, na divisa entre os municípios de Coxim e Rio Verde de Mato Grosso. Um novo episódio de bovinos atolados, debilitados e mortos foi denunciado por um guia de turismo local no dia 4 de setembro, acendendo o alerta para a combinação destrutiva entre manejo pecuário inadequado e os efeitos severos da estiagem no Pantanal.

A região afetada é a mesma que, em 2024, chocou o país com o registro de 268 bovinos mortos na Fazenda Alvorada. A reincidência aponta para um padrão de negligência contínua: sem cercamento adequado ou pontos alternativos de dessedentação, os animais buscam água no leito do rio, onde acabam presos na lama do leito assoreado do Taquari, morrendo de sede, fome e exaustão sob o sol forte.

Impactos socioambientais e na navegação

Foto: PMA

Além da gravidade sob a ótica do bem-estar animal, o abandono de carcaças ao longo das praias e margens gera desdobramentos graves para a biodiversidade e para a economia local:

  • Risco sanitário e contaminação: a decomposição do gado na água afeta a qualidade dos recursos hídricos e a fauna aquática da bacia.
  • Prejuízo ao turismo: a presença de animais mortos e o odor forte nas rotas náuticas afetam a navegação e mancham a imagem do turismo de contemplação e da pesca esportiva no Taquari.
  • Assoreamento crítico: o pisoteio desordenado do gado em áreas de preservação permanente (APP) acelera a erosão dos barrancos e agrava o histórico assoreamento que sofre o rio.

Apuração em andamento

O caso segue sob acompanhamento de órgãos ambientais e do Poder Judiciário. A reportagem do Aquele Mato busca atualizações junto à Polícia Militar Ambiental (PMA) de Coxim quanto à fiscalização in loco da nova denúncia. Também aguardamos posicionamento do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS) sobre os desdobramentos do inquérito civil instaurado em 2024 para apurar a responsabilidade dos proprietários rurais envolvidos.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato

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