Mato Grosso do Sul abre o 49º congresso da Azab no Bioparque Pantanal
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Mato Grosso do Sul abre o 49º congresso da Azab no Bioparque Pantanal

27 de maio de 2026 4 min de leitura 2 visualizações

Com a presença do governador Eduardo Riedel e especialistas de todo o país, o maior evento de zoológicos e aquários do Brasil debate o futuro da biodiversidade e consolida MS como referência em sustentabilidade

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Mato Grosso do Sul se transformou oficialmente no epicentro das discussões ambientais do país. 

Claro que o estado já atrai os olhares do mundo por suas belezas naturais, mas recentemente essa vocação ganhou um reforço institucional de peso. 

Na última terça-feira (26 de maio de 2026), o governador Eduardo Riedel participou da abertura oficial do 49º Congresso da Azab (Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil), que acontece no Bioparque Pantanal, em Campo Grande.

O evento, realizado anualmente desde 1977, desembarca pela primeira vez em solo sul-mato-grossense. 

Sob o tema “Um mergulho na conservação – ciência, sociedade e meio ambiente”, o congresso segue até o dia 30 de maio, reunindo pesquisadores, acadêmicos, médicos veterinários, biólogos e zootecnistas para debater metodologias e soluções práticas para o futuro da nossa biodiversidade.

Escolha de MS para sediar encontro reflete momento ecológico do Estado

Durante a solenidade de abertura, o governador Eduardo Riedel enfatizou que é possível alinhar o crescimento econômico e o avanço das cadeias produtivas com políticas severas de preservação da fauna e da flora.

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“Temos o Pantanal, que é um bioma único no planeta, e criamos políticas para sua preservação. Aqui, o desenvolvimento e a sustentabilidade coexistem”, pontuou o governador, destacando o compromisso do Estado com as metas de carbono neutro e conservação dos biomas locais.

Para a presidente da Azab, Mara Cristina Marques, trazer o congresso para a capital sul-mato-grossense era um desejo antigo da associação. “Esta edição nasceu de um sonho de trazer pela primeira vez o congresso para Mato Grosso do Sul, para falarmos de conservação, sustentabilidade, acolhimento e inclusão”, ponderou.

O que rola na programação da Azab 2026

O congresso funciona como uma grande plataforma de intercâmbio científico e metodológico. 

Dessa forma, o evento foca na troca de experiências diretas com gestores de grandes aquários e zoológicos do Brasil e do exterior.

A programação robusta da edição 2026 inclui:

  • Espaço científico, com divulgação de pesquisas inéditas sobre manejo de fauna e comportamento animal.
  • Seis minicursos exclusivos que foram desenhados para integrar diferentes áreas do conhecimento, abrangendo desde a comunicação e fotografia técnica na biologia até o manejo complexo de animais silvestres sob cuidados humanos.

A importância do Bioparque Pantanal

Foto: site Bioparque Pantanal
Foto: site Bioparque Pantanal

Na prática, esse movimento gera uma vitrine internacional para o nosso principal complexo de preservação. Hospedar o Congresso da Azab consolida o Bioparque Pantanal muito além da sua fama como ponto turístico fotogênico; ele se firma como um centro de excelência científica de relevância global.

Assim, a importância do Bioparque reside em três pilares fundamentais:

  • Laboratório vivo de pesquisa: com mais de 5 milhões de litros de água e aproximadamente 40 mil animais de centenas de espécies (principalmente peixes do Pantanal e de outras regiões do mundo), o complexo funciona como um banco genético e um laboratório essencial para o estudo de reprodução e conservação de espécies ameaçadas.
  • Inclusão e educação ambiental: sendo o maior aquário de água doce do mundo, ele democratiza o acesso à ciência, recebendo gratuitamente milhares de estudantes da rede pública e turistas, gerando consciência ecológica na base da sociedade.
  • Turismo de base científica: ele atrai pesquisadores internacionais e eleva o status de Campo Grande, provando que o turismo moderno precisa andar de mãos dadas com a produção de conhecimento e o respeito ao meio ambiente.

Então, ver o Bioparque lotado de cientistas debatendo o futuro da vida selvagem é a certeza de que Mato Grosso do Sul sabe cuidar muito bem do rastro que deixa para o futuro.

aquelemato
Colaborador · AqueleMato
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