A Polícia Militar Ambiental reforçou a fiscalização nos rios de MS antes da piracema: a pesca fica proibida a partir de 1º de novembro no Rio Paraná e de 5 de novembro nos demais, até 28 de fevereiro.
A piracema é o período em que os peixes nativos sobem os rios para se reproduzir, e a proibição existe para garantir que cardumes completem esse ciclo. Em Mato Grosso do Sul, o 2º Batalhão da Polícia Militar Ambiental (PMA) intensificou as patrulhas por terra e por água para coibir a pesca ilegal, segundo a reportagem do Campo Grande News.
Datas e o que fica proibido

No canal do rio Paraná, a proibição começa em 1º de novembro. Nos demais rios do estado, vale a partir de 5 de novembro. Nos dois casos, o período vai até 28 de fevereiro de 2027.
Ficam proibidos a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização de peixes nativos, tanto na pesca de barranco quanto na embarcada. A reportagem cita a bacia do Paraná, que inclui rios como Dourados, Brilhante e Ivinhema.
Exceções para espécies exóticas e comunidades ribeirinhas
Nos reservatórios do Rio Paraná, é permitida a captura de espécies não nativas, como tucunaré e tilápia, com cota de 10 kg mais um exemplar por pescador, usando apenas vara simples, molinete ou carretilha.
Comunidades tradicionais ribeirinhas podem pescar para subsistência, desde que o pescado seja para consumo imediato da família, sem venda, armazenamento ou doação.
Pesca por esporte ou profissão precisa ajustar o calendário
Depois das datas de início, qualquer captura de peixe nativo é infração. A violação é tratada como crime ambiental, com detenção de um a três anos e multa de R$ 700 a R$ 100 mil, além da apreensão de barcos, motores, veículos e equipamentos usados na pesca ilegal.
Para quem vive do turismo de pesca, a pausa faz parte da conta: ela protege a reprodução dos peixes que alimentam a temporada seguinte.
Fontes
Campo Grande News (23/10/2026), com informações do Cenário MS e da Polícia Militar Ambiental.
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