Anzol Rosa 2026: pescadoras ocupam o Rio Paraguai em Corumbá, e a segunda etapa começou neste domingo (1º)
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Anzol Rosa 2026: pescadoras ocupam o Rio Paraguai em Corumbá, e a segunda etapa começou neste domingo (1º)

02 de novembro de 2026 5 min de leitura 4 visualizações

Terceira edição do projeto de pesca esportiva feita só por mulheres divide a programação em duas etapas, com saída do Porto Geral e regra do pesque e solte; a primeira termina em 1º de novembro e a segunda segue até o dia 5, quando começa a piracema

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Durante muito tempo, pescar no Pantanal foi coisa de homem. Neste fim de outubro, o rio Paraguai mostrou outra cena: barcos-hotéis saindo de Corumbá com mulheres no comando da vara, da conversa e da curtição.

É o Anzol Rosa 2026, projeto de pesca esportiva feminina que chega à terceira edição, depois de 2022 e 2024. A primeira etapa começou em 28 de outubro e terminou neste domingo, 1º de novembro. No mesmo dia, parte a segunda etapa, que vai até 5 de novembro. Quem ainda não entrou na história tem pouco tempo, e quem só quer acompanhar tem bastante assunto.

Como funciona o Anzol Rosa

Mulheres que participam do Anzol Rosa; Reprodução: Rodolfo César

O projeto nasceu em Corumbá e é descrito pelos organizadores como a primeira iniciativa do Brasil dedicada exclusivamente à pesca esportiva feminina. Nesta edição, as duas etapas saem do Porto Geral de Corumbá, com navegação pelo rio Paraguai.

Segundo o material de divulgação da organização, a viagem segue até a região do Paraguai Mirim, num deslocamento de cerca de 200 km, com hospedagem em barcos-hotéis. A programação reúne três dias de pesca, além de shows e atividades a bordo. Os detalhes de roteiro diário não foram divulgados pelas reportagens que consultamos.

A regra de ouro é a mesma que a gente defende aqui no Aquele Mato: pesque e solte. Todo peixe capturado volta para a água, e o evento opera dentro das normas ambientais.

Quem faz e quem apoia

A realização é da Joicetur, empresa criada em Mato Grosso do Sul, que idealizou o projeto em 2021, segundo a própria organização. A edição conta com apoio do Governo do Estado, e a Fundação de Turismo do Pantanal acompanha a edição de 2026 para entender melhor a cadeia produtiva da pesca esportiva e planejar a promoção do destino.

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Para o prefeito Gabriel Alves de Oliveira, o evento ajuda a ampliar a presença feminina no turismo e no empreendedorismo. Já o presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, Zelinho Carvalho, destaca que o Anzol Rosa promove Corumbá e a pesca esportiva como atividade turística estratégica.

O que isso movimenta em Corumbá

Pesca esportiva é porta de entrada para uma cadeia inteira. A empresária Joice Carla Santana Marques lembra que o visitante gasta com hospedagem, alimentação, guias, equipamentos e comércio local. Corumbá reúne mais de 20 barcos-hotéis, segundo o governo municipal, que descreve a frota como a maior da América Latina.

Os números do setor ajudam a medir o tamanho do assunto:

  • O turismo responde por cerca de 4% do PIB de Mato Grosso do Sul, aproximadamente R$ 4 bilhões por ano, segundo as organizações citadas nas reportagens.
  • A pesca esportiva cresceu 68% entre 2019 e 2024, de acordo com dados do observatório estadual de turismo citados pelo A Crítica de Campo Grande.
  • Em levantamento citado pelo O Estado Online, as mulheres ainda são 20,9% dos turistas de pesca esportiva, contra 79,1% de homens. A fonte do dado não foi informada.

Esse último número é o que explica o projeto: há muito espaço para crescer.

Experiência de quem foi

As participantes ouvidas pelas reportagens falam menos de peixe grande e mais de pausa. A psicopedagoga Lilia Maria Gouveia Bezerra contou que viu muitas mulheres e famílias no rio e chamou a viagem de “uma experiência marcante”. A pedagoga Delari Maria Bottega destacou a chance de ter um tempo para si, “em meio à natureza, com cenários lindos”.

Atenção à piracema

Quem pensa em repetir a ideia depois do evento precisa ficar de olho no calendário. A piracema começa em 5 de novembro nos rios da bacia do Paraguai, segundo o A Crítica de Campo Grande, e a pesca fica proibida no período de reprodução dos peixes. O Anzol Rosa termina no mesmo dia e funciona com pesque e solte, mas fora de evento organizado a regra é outra. Antes de planejar sua próxima pescaria, confira as normas vigentes do Imasul.

O que dizem os números, e o que ainda falta confirmar

As reportagens falam em cerca de 2 mil mulheres do Brasil, Paraguai e Bolívia nas edições do projeto, mas os números de 2026 são projeções da organização (mais de mil participantes e 17 barcos-hotéis), e não resultados fechados. Expressões como “maior evento de pesca feminina do Brasil” aparecem em material de divulgação, sem comparação independente. Quando a organização divulgar o balanço, a gente atualiza.

SERVIÇO

Evento: Anzol Rosa 2026, 3ª edição
Onde: Saída do Porto Geral de Corumbá (MS), com navegação pelo Rio Paraguai 1ª etapa: 28 de outubro a 1º de novembro
2ª etapa: 1º a 5 de novembro
Modalidade: Pesca esportiva feminina, com pesque e solte
Valor médio informado pela organização: cerca de R$ 6 mil por pessoa, com hospedagem, alimentação, bebidas, barco, motor, guia e iscas
Reservas: reservavaga.anzolrosa.com.br (as vagas são limitadas, então consulte a disponibilidade)

aquelemato
Colaborador · AqueleMato

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