Estudantes recolhem resíduos e dão lição de cidadania no rio Paraguai
Preservação

Estudantes recolhem resíduos e dão lição de cidadania no rio Paraguai

20 de setembro de 2026 3 min de leitura 3 visualizações

Em ação pelo Dia Mundial de Limpeza dos Rios, parceria entre o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e a Escola Sesi de Corumbá retirou centenas de quilos de lixo da margem do rio que abastece mais de 110 mil pessoas.

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Quem mora em Corumbá sabe: o rio Paraguai não é apenas uma paisagem bonita no horizonte, é o coração pulsante da vida no Pantanal.

No entanto, o rio que banha a cidade e garante o sustento da região enfrenta diariamente o impacto do descarte incorreto de resíduos sólidos.

Para transformar a teoria em impacto real, o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) uniu forças com a Escola Sesi de Corumbá no sábado (19 de setembro), em alusão ao Dia Mundial de Limpeza dos Rios e Mares. A mobilização levou 17 estudantes até as margens do Porto Geral para uma verdadeira aula de campo sobre conservação e responsabilidade urbana.

O resultado do esforço coletivo foi impressionante: mais de 12 sacos de 200 litros foram preenchidos com plásticos, embalagens e entulhos descartados de forma irregular na orla, recebendo a destinação correta após a coleta.

Divulgação: Corumbá Online

A artéria vital que abastece o Pantanal

A ação ganha um peso ainda maior quando olhamos para os dados ambientais. Segundo estudos da Embrapa Pantanal, o rio Paraguai é a principal fonte de água potável para mais de 110 mil moradores nas zonas urbanas e rurais de Corumbá e Ladário.

Além disso, a bacia possui relevância internacional. Como está conectada ao sistema da Laguna Cáceres, a qualidade dessas águas impacta diretamente as cidades bolivianas de Puerto Quijarro e Puerto Suárez, onde vivem mais de 27 mil pessoas.

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A atividade fez parte do programa Semeando o Amanhã, iniciativa do IHP que desenvolve a consciência ambiental em crianças e jovens pantaneiros. A jornada começou com uma roda de conversa comandada pelo biólogo Sérgio Barreto, que alertou sobre os desafios da bacia, e seguiu direto para a prática nas margens do porto.

“Viemos aqui no Porto Geral, quintal da casa de todos, e os alunos puderam ver de perto a gravidade da situação. É fundamental entender que não existe divisão entre Corumbá e o Pantanal: ocupamos exatamente o mesmo espaço”, destacou o biólogo Sérgio Barreto.

Ciência, robótica e amor pelo território

Para a juventude que participou do mutirão, a experiência deixou marcas profundas. Natalie Vitória, de 17 anos, estudante do Sesi, reforçou que o cuidado com o patrimônio natural deve andar lado a lado com a vida comunitária.

Essa visão integrada também faz parte da rotina escolar. O professor de matemática e articulador da equipe de robótica da escola, Gabriel Souza Arruda, explicou que a sustentabilidade é um tema transversal no currículo. Desde o plantio de árvores até projetos de robótica voltados para a preservação, o objetivo é mostrar que a conservação do bioma é tarefa de todas as disciplinas.

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A limpeza do Porto Geral nos lembra de uma verdade simples: cuidar do Pantanal começa com as escolhas que fazemos no nosso dia a dia.

Quer fazer a diferença na sua rotina e se conectar com quem apoia a preservação?

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aquelemato
Colaborador · AqueleMato

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