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Com certeza, o Forte Coimbra é visita importante para todo Mateiro que gosta de conhecer nossa história!

Conforme o Iphan, o Forte é uma construção em formato irregular.

Isso por causa da sua localização, que é sobre um barranco às margens do rio Paraguai.

Dessa forma, ele é um conjunto de edificações.

Ou seja, ali você encontra uma capela, uma casa de pólvora, um alojamento, pátios internos e a muralha com os baluartes.

Além, claro, de alguns canhões de Marinha.

Em outras palavras, é bem legal, né?!

Então, bora entender como a disputa para a conquista de território resultou na história do Forte Coimbra.

Antigo presídio de Nova Coimbra

Pra começar, a história do Forte Coimbra teve início quando o então governador da Capitania de Mato Grosso, Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, deixou de cumprir o tratado de Madri, de 1750, que considerava a margem direita do rio Paraguai de domínio espanhol.

Ou seja, ele seguiu por ela mesmo assim.

Em 1775, o capitão Matias Ribeiro da Costa foi enviado pelo governador para fundar um presídio, localizado em um ponto estratégico, o Fecho dos Morros.

Canhão forte coimbra - Mato Grosso do Sul

Último tiro da guarnição do 1º/6º GACosM – Forte Coimbra

Ao chegar ao estreito de São Francisco Xavier, Matias acreditou que ali era o ponto que queria.

Dessa forma, ele ergueu um alinhamento de estacas que formaram o Presídio de Nova Coimbra.

Após dois anos, essa fundação acabou destruída por um incêndio.

Assim, somente em 1797, o então comandante engenheiro militar e geógrafo Ricardo Franco de Almeida assumiu o presídio e o reconstruiu.

Nesse momento, ele se torna o que hoje conhecemos como Forte Coimbra.

Sob o comando do coronel paraguaio Vicente Barrios, a República do Paraguai declarou guerra ao Império brasileiro, em 1864, e o Forte foi atacado.

Mesmo resistindo aos ataques, o comandante Hermenegildo Portocarrero resolveu embarcar a guarnição do forte no navio Anhambaí e ir até Corumbá, antes que os inimigos percebessem.

Depois de uma batalha dura, o forte ficou sob domínio paraguaio e foi retomado apenas em 1868.

A Guerra Tríplice Aliança foi a última batalha da qual o Forte Coimbra participou e foi reconstruído a partir das ruínas que sobraram, compondo a atual configuração edificada.

Canhão forte coimbra - Mato Grosso do Sul
Foto: @fortecoimbra/

Turismo no Forte Coimbra

Apesar de tudo, o Forte Coimbra possui um museu que guarda uma urna com as cinzas do coronel Ricardo Franco e um acervo constituído de objetos relacionados à história da fortificação.

Inclusive, ele dispõe ainda de instalações internas com alojamentos para abrigar soldados, salas para o comandante e administração, paiol para armazenamento de armas, cadeia e calabouço, além de uma capela.

Atualmente, o Forte Coimbra está sob os cuidados do Exército Brasileiro, responsável por sua manutenção e procedimentos de conservação.

Além disso, o local é bastante usado para a realização de eventos militares e, claro, visitação de turistas.

Sem dúvidas, uma alternativa viável para conhecer a nossa história e admirá-la, né?!

Em resumo, a pequena região às margens do rio Paraguai localiza-se no município de Corumbá, quase na fronteira do Brasil com Bolívia e Paraguai.

Por lá vivem os militares pertencentes à 3ª Companhia de Fronteira do Exército Brasileiro, seus familiares e civis.

Para chegar à fortificação, de fato, é preciso passar por uma trilha rápida, com subidas e descidas, sem maiores dificuldades.

Forte Coimbra - Mato Grosso do Sul
Foto: @fortecoimbra/

Igualmente importante para o turismo histórico e ecológico local, a Gruta Ricardo Franco, descoberta na mesma época do forte, também vale a visita.

Antes chamada de Buraco do Inferno, a gruta possui um lago natural incrível no seu interior.

Certamente, a visita lá é guiada por instrutores.

Pois é preciso orientação para os visitantes escuridão adentro na caverna.

Da mesma forma, soldados fazem a segurança no local.

Assim como há ônibus para transporte, geradores de iluminação e ambulância, caso necessário.

Para um passeio agradável e paisagens mais incríveis, lembre-se de agendar antecipadamente sua visita e manter o local limpo.

Agora comenta aí se já conhece nosso Forte!

A gente se vê nas trilhas.

Tchauu!

Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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Nossa fortaleza, o Forte Coimbra

Com certeza, o Forte Coimbra é visita importante para todo Mateiro que gosta de conhecer nossa história!

Conforme o Iphan, o Forte é uma construção em formato irregular.

Isso por causa da sua localização, que é sobre um barranco às margens do rio Paraguai.

Dessa forma, ele é um conjunto de edificações.

Ou seja, ali você encontra uma capela, uma casa de pólvora, um alojamento, pátios internos e a muralha com os baluartes.

Além, claro, de alguns canhões de Marinha.

Em outras palavras, é bem legal, né?!

Então, bora entender como a disputa para a conquista de território resultou na história do Forte Coimbra.

Antigo presídio de Nova Coimbra

Pra começar, a história do Forte Coimbra teve início quando o então governador da Capitania de Mato Grosso, Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, deixou de cumprir o tratado de Madri, de 1750, que considerava a margem direita do rio Paraguai de domínio espanhol.

Ou seja, ele seguiu por ela mesmo assim.

Em 1775, o capitão Matias Ribeiro da Costa foi enviado pelo governador para fundar um presídio, localizado em um ponto estratégico, o Fecho dos Morros.

Canhão forte coimbra - Mato Grosso do Sul

Último tiro da guarnição do 1º/6º GACosM – Forte Coimbra

Ao chegar ao estreito de São Francisco Xavier, Matias acreditou que ali era o ponto que queria.

Dessa forma, ele ergueu um alinhamento de estacas que formaram o Presídio de Nova Coimbra.

Após dois anos, essa fundação acabou destruída por um incêndio.

Assim, somente em 1797, o então comandante engenheiro militar e geógrafo Ricardo Franco de Almeida assumiu o presídio e o reconstruiu.

Nesse momento, ele se torna o que hoje conhecemos como Forte Coimbra.

Sob o comando do coronel paraguaio Vicente Barrios, a República do Paraguai declarou guerra ao Império brasileiro, em 1864, e o Forte foi atacado.

Mesmo resistindo aos ataques, o comandante Hermenegildo Portocarrero resolveu embarcar a guarnição do forte no navio Anhambaí e ir até Corumbá, antes que os inimigos percebessem.

Depois de uma batalha dura, o forte ficou sob domínio paraguaio e foi retomado apenas em 1868.

A Guerra Tríplice Aliança foi a última batalha da qual o Forte Coimbra participou e foi reconstruído a partir das ruínas que sobraram, compondo a atual configuração edificada.

Canhão forte coimbra - Mato Grosso do Sul
Foto: @fortecoimbra/

Turismo no Forte Coimbra

Apesar de tudo, o Forte Coimbra possui um museu que guarda uma urna com as cinzas do coronel Ricardo Franco e um acervo constituído de objetos relacionados à história da fortificação.

Inclusive, ele dispõe ainda de instalações internas com alojamentos para abrigar soldados, salas para o comandante e administração, paiol para armazenamento de armas, cadeia e calabouço, além de uma capela.

Atualmente, o Forte Coimbra está sob os cuidados do Exército Brasileiro, responsável por sua manutenção e procedimentos de conservação.

Além disso, o local é bastante usado para a realização de eventos militares e, claro, visitação de turistas.

Sem dúvidas, uma alternativa viável para conhecer a nossa história e admirá-la, né?!

Em resumo, a pequena região às margens do rio Paraguai localiza-se no município de Corumbá, quase na fronteira do Brasil com Bolívia e Paraguai.

Por lá vivem os militares pertencentes à 3ª Companhia de Fronteira do Exército Brasileiro, seus familiares e civis.

Para chegar à fortificação, de fato, é preciso passar por uma trilha rápida, com subidas e descidas, sem maiores dificuldades.

Forte Coimbra - Mato Grosso do Sul
Foto: @fortecoimbra/

Igualmente importante para o turismo histórico e ecológico local, a Gruta Ricardo Franco, descoberta na mesma época do forte, também vale a visita.

Antes chamada de Buraco do Inferno, a gruta possui um lago natural incrível no seu interior.

Certamente, a visita lá é guiada por instrutores.

Pois é preciso orientação para os visitantes escuridão adentro na caverna.

Da mesma forma, soldados fazem a segurança no local.

Assim como há ônibus para transporte, geradores de iluminação e ambulância, caso necessário.

Para um passeio agradável e paisagens mais incríveis, lembre-se de agendar antecipadamente sua visita e manter o local limpo.

Agora comenta aí se já conhece nosso Forte!

A gente se vê nas trilhas.

Tchauu!

Aquele Mato

Somos a Lua e o Diogo. Dois sul-mato-grossenses que criaram este espaço pra falar do nosso amor pelo Estado e mergulhar na nossa cultura. Queríamos um lugar não só para os amantes da natureza e das nossas belezas, mas também para quem se interessa pela história e quer ler, pensar e trocar experiências vividas por aqui.

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