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Piracema garante o ciclo de vida dos peixes

Acontecendo em grande parte do Brasil entre os meses de novembro e fevereiro, a piracema é a época em que os peixes em geral viajam grandes distâncias, enfrentam obstáculos e predadores, e nós, por gerações, podemos admirar essa maravilhosa e deslumbrante migração sazonal e anual das espécies por todo o mundo, que no final sobrevivem e dão continuidade à vida de sua população.

O verão chega trazendo chuvas mais frequentes e o aumento das águas dos rios, o que leva os peixes ao início de uma grande aventura de migração para reprodução. Bem-vindos à Piracema!

Piracema e a biodiversidade dos peixes

Acontecendo em grande parte do Brasil entre os meses de novembro e fevereiro, a piracema é a época em que os peixes em geral viajam grandes distâncias, enfrentam obstáculos e predadores, e nós, por gerações, podemos admirar essa maravilhosa e deslumbrante migração sazonal e anual das espécies por todo o mundo, que no final sobrevivem e dão continuidade à vida de sua população.

Piracema
Foto: Rodrigo Almeida Fernandes

A piracema é uma medida preventiva que busca garantir a reprodução dessas espécies, favorecendo a sustentabilidade do uso dos estoques pesqueiros e evitando a pesca quando os peixes estão mais vulneráveis à captura, por estarem reunidos em cardumes.

E aqueles que desrespeitarem essa medida serão penalizados com multa ou detenção. Na região do Pantanal, as espécies que migram rio acima encontram condições adequadas para os ovos e larvas.

A este grupo pertencem o pacu, a piraputanga, o dourado, o pintado, o ximboré, a cachara e a jiripoca, dentre outras.

A desova geralmente ocorre nas cabeceiras, após grandes chuvas, quando o nível dos rios sobe, as águas estão turvas e oxigenadas, atendendo às necessidades de oxigenação mais elevada nessa fase inicial de desenvolvimento, bem como de proteção contra a predação nas águas turvas que impedem a visualização dos ovos e larvas pelos predadores.

Os peixes migradores possuem alta fecundidade e, dependendo da espécie e do tamanho alcançado, uma fêmea pode apresentar em seus ovários mais de um milhão de ovos.

Por que não sabemos mais sobre essas espécies?

Com tamanha importância, ainda assim existem poucos estudos sobre essas espécies no nosso Pantanal. E por que isso acontece? Bom, um dos motivos para os poucos estudos sobre espécies migratórias de peixes diz respeito aos custos envolvidos em um trabalho como esse.

Atualmente, o método mais eficiente para o estudo de peixes migratórios recebe o nome de marcação e consiste, como diz o nome, em marcar os peixes com algum instrumento – geralmente uma etiqueta, gancho, presilha ou outro pequeno artefato – e acompanhar o trajeto do animal.

É importante salientar que o defeso existe para garantir que os peixes estejam disponíveis nos rios para as gerações futuras.

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