Lendas urbanas de Mato Grosso do Sul

Baseadas em boatos e contadas como verdade, as Lendas urbanas de Mato Grosso do Sul ainda persistem na imaginação do povo da região e enriquecem a nossa cultura popular.

Vamos conhecer as lendas urbanas de Mato Grosso do Sul

Come-Língua

Uma história que coloca medo nos moradores da região do Bolsão é a do Come-Língua, um lendário ser nascido em Goiás e que ganhou o nome de menino-bicho aqui em MS.

Ele era um menino mentiroso cuja mãe o rogou uma praga e, tempos depois, foi encontrado morto e sem língua. Diz a lenda que o garoto atormenta os animais, que acabam sendo mortos e com suas línguas arrancadas.

Negro D’água

Ainda no Bolsão, manifestando-se com suas gargalhadas e pés e mãos de pato, o Negro D’água é o pesadelo dos pescadores que se negarem a dar um peixe a ele, que vira as embarcações.

Pé de Garrafa

Um dos mais conhecidos no estado, o Pé de Garrafa é um “bicho-homem” que tem um dos pés em formato de fundo de garrafa. Por causa dessa característica, ele se move pulando e acaba deixando um rastro com a marca da garrafa.

Ele assovia fortemente e consegue hipnotizar quem o encarar. Se fizer uma vítima, ela é levada para sua caverna, onde ele a devora.

João de Barro

O pequeno e querido pássaro que constrói sua casa em todos os cantos do estado pode se tornar um poço de rancor também. Pois caso ele saiba da traição da companheira, ele a tranca na casinha e a deixa por lá para sempre.

Mulher Pantaneira

A famosa Mulher de Branco tem uma identidade local, mas continua seduzindo com sua beleza em estradas, fazendo com que o motorista perca o controle e desapareça sem deixar rastros.

Se a Mulher Pantaneira estiver de bom humor, a lenda revela que ela os leva até uma mansão, onde eles acordam nus e enrolados em espinhos. No lugar onde antes havia a casa, não há mais nada atualmente.

Minhocão

Uma espécie de serpente longa e cabeçuda que vive sob o barro das barrancas do rio e deixa marcas em forma da sua imensa cabeça. Em noites de lua cheia, o Minhocão fica próximo a pontes ou casas de palafitas e, por meio das sombras dos pescadores, consegue sugar seu sangue.

Melhor não deixá-lo zangado, pois serpenteia no rio para derrubar as embarcações e devorar os pescadores.

Carolina

Mais conhecida no interior de Mato Grosso do Sul, Carolina tem o dom de revelar segredos e prever o futuro. O espírito da moça pode ser invocado no banheiro, sozinho, com as luzes apagadas e a torneira aberta. Ao olhar fixamente para o espelho e repetir seu nome 3 vezes, ela aparece e responde as perguntas. Ao jogar água no espelho, Carolina desaparece.

Sinhozinho

Um frei que pregava ensinamentos religiosos na região de Bonito. Mudo, ele peregrinava pelos arredores, benzia, construía cruzes de madeira e as fincava por onde passava.

Em torno dele existem vários causos, mas sua mais famosa lenda diz que ele teria prendido, em um grande buraco de um dos morros da cidade, uma cobra gigante, selando com uma de suas cruzes. E caso as pessoas não cuidem bem da natureza, a cobra sairá e poderá devorar os moradores da cidade.

Dama do Castelinho

O castelinho é um prédio histórico da região fronteiriça, localizado na cidade de Ponta Porã, Mato Grosso do sul. No fim da década de 50, o local passou a ser utilizado como cadeia e um assassinato marcou a região para sempre. A mulher que trabalhava fazendo as refeições dos funcionários matou seu marido a facadas.

Em cárcere, ela aparecia de vez em quando na janela, mas se mantinha sem esboçar uma palavra. Em certo momento do dia, apenas podiam ser ouvidos seu grito e choro. Diz a lenda que a “Dama” ainda habita o castelinho até hoje, e é possível escutar os seus lamentos e ver seu vulto depois do entardecer.

700 LUAS

A Serra da Bodoquena foi palco de uma história de amor. Cacai era uma jovem indígena terena que pertencia a uma tribo localizada perto da Gruta do Lago Azul. O cacique da tribo a convidou para dividir com ele o pacto das 700 luas, que se trata do tempo que vão se conhecer para decidirem ficar juntos ou não.

Decisão mais importante na vida de um terena, que acreditavam na existência de uma alma imortal, sendo esse seu parceiro para sempre. Contra as expectativas, Cacai se apaixonou por um guerreiro estrangeiro e quis desfazer o pacto com o cacique, que não aceitou a rejeição e exigiu o compromisso, contrariando a sagrada tradição.

Ao quebrar juramento, a pessoa teria o seu coração transpassado por uma flecha terena. Cacai sabia disso, mas sabia também que devia obediência ao valor supremo do amor. Então fugiram numa canoa, descendo o Rio Formoso.

O cacique fez cumprir-se a maldição e o sangue de Cacai e do seu amado foram tornando a água do Formoso cada vez mais limpa e a última gota foi derramada.

Todo o rio e até seus afluentes estavam com a água cristalina e transparente, como fora o coração de Cacai. A lenda diz que em dias que a água sombria do lago está mais azul é porque Cacai lá está. Nesses dias é possível ouvir os sussuros de amor de Cacai e do seu amado imortal.

As histórias são de arrepiar, não é mesmo? Conhecia todas elas ou se lembra de mais alguma? Divide com a gente mais lendas que você se lembre!

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