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Mato Grosso do Sul

Mães e filhotes do Pantanal

As famílias do reino animal que vivem no Pantanal também são feitas à base de generosidade e instinto de proteção entre mães e filhotes.

Bora falar das mães e filhotes do Pantanal!

Mas, antes de mais nada, parabéns a todas as mamães.

Constantemente preocupadas com as crias e dedicadas a ensinar os filhotes as coisas da vida, fazendo de tudo para protegê-los.

Assim como as humanas, as mães do reino animal também merecem nossa homenagem!

Então, trouxemos algumas curiosidades sobre mães do Pantanal e seus filhotes.

Mães e filhotes de jacaré

Para começar, as fêmeas do jacaré-do-pantanal são superprotetoras.

Dessa forma, elas colocam seus ovos em uma toca e ficam vigiando, dia após dia, durante três meses.

Inclusive, a temperatura do ninho é uma questão que pode definir o sexo do filhote.

Pois uma variação de 2° a 4º Celsius (C) pode determinar se o embrião será macho ou fêmea. 

Quando se inicia a estação seca, os filhotes começam a quebrar a casca do ovo. 

Ao saírem, eles se tornam presas fáceis, mas a mãe está sempre perto para protegê-los.

Assim, ela coloca o primeiro filhote na boca e o carrega até a poça mais próxima. 

Segue repetindo isso até que todos os jacarezinhos estejam em segurança na água.

Mães e filhotes de arara

Afetuosas e brincalhonas, as araras-azuis voam em bando e procuram se isolar durante o período reprodutivo.

Quando se tornam mães, as araras têm entre dois e quatro filhotes por gestação.

Ela faz seu ninho em cavidades naturais de troncos, como o manduvi, uma árvore de grande porte, típica do Pantanal.

Inclusive, ela pode utilizar a mesma árvore por mais de uma década.

Até o ovo se chocar, a fêmea fica ali cuidando dele no ninho, recebendo alimento trazido pelo macho.

Após nascer, o filhote permanece no ninho até adquirir capacidade para voar e se alimentar sozinho.

Geralmente, o filhote procura um bando jovem após 12 ou 18 meses.

A partir dos 7 anos, a arara-azul começa a sua própria família.

Mães e filhotes de onça

Solitários, machos e fêmeas da onça se encontram somente no período reprodutivo e se separam antes de os filhotes nascerem. 

Assim, as fêmeas têm uma gestação de aproximadamente 100 dias e costumam nascer de dois a quatro filhotes.

Em síntese, os filhotes das onças-pintadas nascem cegos.

Portanto, em seus primeiros meses de vida, eles são totalmente dependentes da mãe, e apenas depois de duas semanas de vida, eles começam a enxergar.

Inclusive, eles permanecem com a mãe até aproximadamente dois anos e meio de vida, quando atingem a maturidade sexual entre dois e quatro anos.

Por fim, a fêmea os alimenta com o leite, por aproximadamente 3 meses.

Logo aprendem a caçar com a mãe e, quando adultos, vão viver sozinhos, marcando seu território.

Sucuri

Agora a sucuri, o animal que tem uma gestação que dura entre sete e oito meses.

Para começar, a ninhada da sucuri pode chegar de 14 a 82 filhotes, dependendo da espécie de sucuri.

Ao nascer, cada filhote mede mais de 60 centímetros de comprimento.

Porém, o canibalismo é algo que pode ocorrer com várias espécies de sucuris.

Seja no período de reprodução ou na época do acasalamento.

Isso porque a fêmea fica muito tempo sem comer e, por isso, acaba devorando o macho.

Dessa forma, ela adquire nutrientes para a formação de seus filhotes.

Ainda assim, ela é considerada uma mãe desnaturada.

Pois ela dá à luz próximo aos rios e, depois do parto, não cuida dos filhotes, que precisam se virar sozinhos.

Assim, eles caçam anfíbios, peixes e animais de pequeno porte.

Seriema

A mamãe seriema choca 2 ovos entre 24 e 30 dias.

Dessa forma, ela constrói um ninho de gravetos, numa pequena altura do chão, forrando o interior com folhas e lama. 

Depois de duas semanas do nascimento, os filhotes começam a sair do ninho.

Assim, eles levam cerca de 4 a 5 meses para adquirir a plumagem de adulto, cuja cor dominante é o cinza.

 Os filhotes de seriema nascem com uma penugem marrom, fina e longa na cabeça.

Saruê

Em primeiro lugar, a fêmea do saruê possui dois úteros.

Ou seja, elas podem ter uma quantidade maior de filhotes em uma única ninhada!

Sua época reprodutiva começa ao fim de julho e início de agosto, durando aproximadamente 7 meses.

Assim, a espécie produz aproximadamente duas ninhadas por ano, de 10-15 filhotes por ninhada.

Quando filhotes, nascem ainda mal formados, migram para a barriga da mãe até a bolsa ventral, onde permanecem por 70 dias, amamentando-se. 

Como outros marsupiais, ao invés de nascerem filhotes, nascem embriões com cerca de um centímetro de comprimento.

Dessa forma, eles migram para a bolsa da mãe, para amamentarem e terminarem de se desenvolver.

O casal constrói sua própria casa, um ninho com galhos e folhas secas.

Tamanduá

Depois que nascem, os filhotes de tamanduá são carregados pelas fêmeas, nas costas, durante meses do primeiro ano de vida. 

Por isso, o filhote fica parecendo uma mochila, e se mistura com a pelagem da mãe, formando uma camuflagem que auxilia na proteção do jovem tamanduá.

Após cerca de um ano, o filhote se separa da mãe.

Urutau

A fêmea de urutau choca apenas um ovo de cada vez.

Assim, ela põe o ovo em cavidades de tocos ou galhos, a poucos metros acima do solo, incubando-o por cerca de 33 dias. 

Logo após a eclosão dos ovos, os filhotes são cobertos com uma plumagem branca com tons rosados nas partes superiores e apresentam fino barrado cinza escuro.

O filhote permanece no ninho em torno de 7 semanas.

Filhotes e mães de capivara

A gestação da capivara dura entre 120 e 140 dias e nascem de 2 a 6 filhotes por ninhada. 

Acima de tudo, as capivaras são mães dedicadas e ensinam aos filhotes tudo para se virarem bem sozinhos, amamentando-os nos primeiros 4 meses de vida. 

Muitas vezes, elas amamentam e cuidam dos filhos de outras fêmeas do grupo sem nenhum tipo de distinção.

Logo cedo, os filhotes começam a comer bastante e, por isso, crescem rapidamente.

Dessa maneira, o leite de suas mães torna-se apenas uma parte de sua dieta.

Pois é, as mães do reino animal também fazem coisas incríveis pelos seus filhotes, né?!

Não é à toa que a gente ama conhecer cada vez mais sobre a vida animal!

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